Para quem vive com home care, para quem vai viver, para quem já não vive mais, para quem nunca ouviu falar. Conte como é, pergunte, desabafe, chore, ria.
domingo, 18 de setembro de 2011
Ser mãe
terça-feira, 21 de junho de 2011
O Canudinho de Plástico
domingo, 19 de junho de 2011
CARPE DIEM!
Na semana passada, a Raquel pegou uma pneumonia. Ficou muito abatida, os parâmetros do respirador tiveram que ser aumentados, ela ficou dependente de oxigênio. Apesar de estar tomando antibiótico, não apresentou melhoras.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Não à perfeição!

Em contra partida é frequente vermos hoje em dia tantas mães que abandonam seus filhos ou causam alguma violência à eles e no entanto eles eram crianças normais, que podiam andar, falar, ouvir e fazer todas as atividades de um ser humano normal. E mesmo assim essas mães ou familiares muitas vezes não aceitam seus filhos ou parentes, maltratando ou apenas abandonando.
Isso muitas vezes dói demais para mim, onde eu pude amar e aceitar minha irmã, mesmo com todas suas limitações, existem tantas pessoas que negam crianças sem nenhuma dessas limitações e preferem se fechar para esse amor. Não posso julgar nenhuma dessas pessoas e dizer que estão erradas, pois não estou em sua situação, com seus problemas e seus sentimentos e nem é isso que quero fazer, já que não cabe a nós julgarmos os outros.
O que fica para mim é que não é necessário que minha irmã seja perfeita, não preciso que ela ande e fale para amá-la, eu a amo exatamente do jeitinho que ela é e talvez se ela fosse perfeita eu não a amasse assim. Se existem tantas crianças normais que não são amadas do que nos adianta a perfeição? Não são nossas pernas ou braços perfeitos que nos farão ganhar amor. A perfeição de nada vale para ninguém e na verdade ela nem sequer existe. Devemos parar de buscar o que nunca teremos e abraçar o que temos agora, mesmo que não seja o que esperávamos, mesmo que seja alguém repleto de "defeitos", pois os "defeitos" só tornam as pessoas mais interessantes e nos fazem querer amá-las mais ainda.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mãe Especial
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Resposta a Maria Eduarda
Você disse que tem uma irmã chamada Carla que é portadora de paralisia cerebral. Que bom que você se preocupa com ela! Sabemos como é difícil cuidar deles sem ajuda, tendo que se virar sozinhos, para cada coisa que temos que fazer há uma complicação... Mesmo para levantar da cama!
Quando meu filho Pedro fez onze anos, nós não podíamos mais mexer nele, pois havia um risco sério de fraturar seus ossos (na verdade, houve duas fraturas), então a gente tinha que dar banho e trocar as fraldas, tentando movimentá-lo minimamente possível e só dava para fazer isso em duas pessoas.
Para conseguir o home care fica muito mais fácil quando você tem um plano de saúde, mesmo o mais barato possível. O médico que acompanha sua irmã faz uma carta solicitando o home care e então o plano de saúde envia um enfermeiro para ver se realmente há a necessidade de home care. O plano de saúde geralmente recusa o pedido quando acha que o home care vai servir só para ajudar os familiares nos cuidados básicos, como dar banho, trocar fraldas, por na cadeira de rodas... Eles acham que, nesse caso, a responsabilidade é somente dos familiares.
Mas se houver necessidade de oxigênio, de fisioterapia, de curativos, então, eles costumam liberar. Ás vezes, eles liberam somente as sessões de fisioterapia e visita de enfermeira, mas já é um avanço.
Também dá para conseguir o home care público, mas é mais difícil. Tente entrar em contato com o Vinícius da ONG Saúde Legal (www.saudelegal.com.br), pois ele já conseguiu levar algumas crianças dos hospitais para casa com home care.
Você também pode tentar cadastrar sua irmã no Projeto Saúde da Família da prefeitura. Nesse projeto, o posto de saúde envia enfermeiros e médicos para visitar os doentes que não podem se locomover. Você também pode receber medicações ou dietas que sua irmã tenha necessidade, eles enviam para sua casa. Sei que não é fácil, pois nem todos os postos de saúde mantém esse projeto, mas não custa tentar. Quando eu trouxe a Raquel para casa, consegui que o posto de saúde enviasse oxigênio para minha casa.
Maria Eduarda, quando a Raquel nasceu, eu não tinha plano de saúde e todo o tratamento dela era feito pelo SUS, mas assim que pude, comecei a pagar um plano para ela. Através do plano, consegui o home care, mas o caso da Raquel é bem grave, ela depende de um respirador para sobreviver. Então, se eles não liberassem o home care, a Raquel teria que ficar internada em uma UTI pelo resto da vida. Nesse caso, a conta que eles teriam que pagar seria bem alta, pois o custo de uma internação em UTI é muito alto! Para eles, seria mais barato liberar o home care.
Infelizmente, é assim que funcionam as coisas nesse mundo louco... Pela lógica do dinheiro e dos custos... Quando a gente não tem dinheiro, tem que gritar muito alto e lutar sempre, pois apesar de não parecer, de não ter divulgação, a sua irmã tem uma porção de direitos. Inclusive de receber uma pensão, o LOAS. É só entrar no site da Previdência Social para você se informar direito.
Espero que eu tenha ajudado você de alguma forma, mas entre sempre em contato, caso tenha alguma dúvida. Se quiser entrar em contato direto comigo, meu email é taniaxiui@hotmail.com. Um grande beijo para você e sua irmã e boa sorte!!
Não desista, mesmo quando as coisas parecerem ficar muito difíceis, pois quando a gente está fazendo a coisa certa, em determinado momento, as portas vão se abrir para vocês!!
sábado, 28 de maio de 2011
PET SMILE

Comentei aqui sobre um programa que leva animais para visitarem os doentes nos hospitais. Fiz uma pesquisa e descobri que esse projeto se chama Pet Smile e foi fundado por uma veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs. Ela coordena o projeto Pet Smile, em São Paulo, há quase dez anos. Ela e uma dezena de voluntários levam animais para interagir com crianças e adolescentes em hospitais ou em instituições. Nas visitas, as vedetes são cães, gatos e coelhos.

"Além de servir como distração, a visita dos animais é importante para a saúde das crianças. Pesquisas mostram que boas emoções interferem de maneira positiva no sistema imunológico", afirma a pediatra Maria Tereza Gutierrez, da Santa Casa de São Paulo. Segundo a médica, a visita gera bons frutos no ambiente hospitalar, interferindo no humor não só dos pacientes mas de enfermeiros e médicos.

Este projeto demonstra que a dose certa para superar as doenças está na reciprocidade das relações afetivas.Os animais são sempre um remédio intermediário para equilibrar nossas emoções, refletindo em todo o nosso organismo.







