Ontem completaram-se três anos da morte do Pedro. Ele ia fazer doze anos, mas para mim ele continuava sendo meu eterno bebê.
Lembrei-me de uma situação muito engraçada que vivemos com ele. Estávamos na AACD, aguardando o início de uma de suas infindáveis terapias, nem sei qual delas, e as irmãs do Pedro, a Sofia e a Marina, estavam com a gente. Acho que tinham faltado na escola, era uma reunião de família num dia de atendimento da AACD. Onde mais a gente iria se encontrar?
Para aplacar a fome delas, o Diego havia comprado lanches e refrigerantes, depois nos sentamos nas cadeiras de espera. Eu estava com o Pedro no colo, ele não tinha completado um ano ainda, era um bebê gordo e rosado.
De repente, ele começou a gargalhar em meu colo. Assim, sem mais nem menos. Fiquei espantada, não sabia qual era o motivo daquele riso espontâneo.
O Pedro sempre foi uma criança muito risonha, a primeira vez em que riu tinha três meses de idade. Riu como se estivesse muito feliz e satisfeito em estar vivo. Depois nós aprendemos a provocar suas risadas, tapotando seu peito ou sacudindo vigorosamente suas perninhas gorduchas, o que ele achava incrivelmente engraçado!
Mas ali naquele momento, não havia nada que pudesse provocar suas risadas. Assim como elas começaram, terminaram de um momento para o outro, sem que eu tivesse descoberto sua razão. Alguns minutos depois, lá estava ele rindo gostosamente de novo! Dessa vez, chamei a atenção do Diego e das meninas e todos ficamos olhando para o Pedro, estupefatos e prazerosos pois sua alegria era contagiante. Mas afinal, do que ele estava rindo?
Novamente as risadas pararam, sem que tivéssemos descoberto a origem daquela alegria e todos se sentaram em seus lugares. Contudo, alguns minutos depois, ele começou a gargalhar novamente! Seu peitinho subia e descia com as risadas! Dessa vez, todos se aproximaram decididos a descobrir o motivo daquela alegria e talvez desfrutar um pouquinho dela também.
Foi o Diego quem descobriu o "culpado": um canudinho de plástico! Sim, um canudinho de plástico que havia sobrado dos refrigerantes das meninas. O Diego havia pegado um deles e enquanto conversava com as meninas, gesticulava a mão segurando o canudinho. Ele estava sentando bem ao meu lado e conforme movimentava a mão, o canudinho esbarrava nos bracinhos do Pedro, provocando suas risadas!
Ficamos pasmados! Agarramos o canudinho e tentamos provocar risadas uns nos outros com o bendito, mas aparentemente só o Pedro achava graça naquele roçagar do canudinho. Era só encostá-lo em seu braço e fazer um ligeiro movimento que ele já começava a rir. Foram minutos de disputa para ver quem provocava mais risadas nele, até que finalmente esgotamos seu estoque de risadas.
Ficou aquela sensação de deslumbramento, como se tivéssemos participado de algo mágico e misterioso. Durante alguns minutos, compartilhamos todos um mundo rico e maravilhoso, onde é possível achar a maior graça num canudinho de plástico! E foi o Pedro quem nos convidou a entrar nesse mundo.
Um canudinho, uma gota de chuva, um raio de sol. Mas esse mundo em que vivemos apresenta cada maravilha! A gente poderia ter ficado ali, cada um mergulhado em si mesmo e em suas preocupações, irritados com a demora, com a espera, mas veio o Pedro e nos chamou para um pequeno milagre.
Pois então, é possível ser tremendamente feliz com um canudinho de plástico!

Olá, boa tarde !!
ResponderExcluirEu sou a Maria Eduarda, irmã da Carla...
Eu e minha mãe estamos atras de um REPIRADOR para que ela possa ficar amis tempo com a gente.
Por favor entrar em contato com os numeros: (018)3269-6774 ou 9727-4103
Ou tambem pelo hotmail:dudinha.almeida@hotmail.com
Ou até mesmo pelo orkut:dudinha.almeida2010@hotmail.com (♥♥ Maria Eduarda ♥♥)
Por favor entrar em contato o mais rapido possivel estamosprecisando de ajuda.
Obrigado
Nossa Tân, é de arrepiar essa mensagem... como o sorriso dessas crianças especiais são como estar no céu pra nós, né? Quem vê pensa... como eles riem nesse estado? Pois é... mistério divino, amor divino, milagres da vida, acho que pra chamar a nossa atenção quanto ao fato de que viver é uma dádiva, não importa o quanto sofremos... o Diogo deu seu primeiro sorriso com 1 ano e 1 mês, foi uma alegria só... imagina pra nós, esperar todo esse tempo por um gesto tão simples..... te amo amiga. Você me inspira a ser cada vez mais feliz, apesar de tudo!
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